Vi um documentário espetacular na National Geographic. Um estudo que realmente veio para fazer a diferença, para se tornar um marco, um referencial.
O tema central é a árvore genealógica de toda a humanidade, retrocedendo a 40, 50, 60 gerações, acompanhando a evolução e as migrações dos grupos humanos desde cerca de 200 mil anos no passado.
Este estudo traz revelações surpreendentes. Talvez a principal delas seria a consagração pela ciência da verdade que somos todos irmãos, independentes da crença, da cor da pele, do idioma e de outras pequenas diferenças que possamos ter.
A base deste trabalho científico são marcadores genéticos descobertos que são transferíveis imutáveis de geração a geração, por cromossomos diferentes para homens e mulheres.
Os pesquisadores percorreram o mundo todo recolhendo amostras de DNA de pessoas completamente diferentes e de locais distantes entre si.
Os marcadores genéticos foram retrocedendo até chegarem todos à uma determinada região da África, em um aglomerado de pessoas que não devia passar de 2000, compondo aí as raízes de todos os povos da atualidade, com o que os pesquisadores chamaram de “Adão Genético” e de Eva Genética”. As migrações, os locais e o tempo de realização de cada uma delas foi determinando lentamente a aquisição das características suplementares, como cor de pele e de cabelos, tamanho e estrutura óssea, por exemplo.
O local escolhido como base geográfica do documentário foi o bairro de Queens, em Nova York, onde, segundo este estudo, há a maior diversidade populacional da atualidade. Foram reconhecidos 150 idiomas falados neste local. O término do documentário é a distribuição das pessoas pelos seus marcadores genéticos em um “mapa-múndi virtual” exibido sobre um grande gramado, cada uma com bandeiras coloridas representando sua colocação na árvore genealógica da humanidade.
Ao final todos se unem e mostra-se que não há diferenças reais entre os grupos. Por exemplo, que um homem negro é parente próximo de um grego e de outro europeu de olhos claros... Um muçulmano descobre-se parente de um judeu ortodoxo... As pessoas ficam deslumbradas. Todos se contemplam como se estivessem se olhando pela primeira vez. É realmente emocionante.
É a confirmação, através de comprovação científica, de algo que as religiões vêm pregando há tantos anos.
Também é importante ressaltar a união de várias áreas do conhecimento em um único projeto. Pode-se descobrir ali a genética, a história, a antropologia, a geografia, a biologia etc.
Este documentário, então, vale a pena ser visto, analisado para servir de base às discussões em todos os locais.
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