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sábado, 26 de novembro de 2011

Árvore Genealógica da Humanidade


Vi um documentário espetacular na National Geographic. Um estudo que realmente veio para fazer a diferença, para se tornar um marco, um referencial.
O tema central é a árvore genealógica de toda a humanidade, retrocedendo a 40, 50, 60 gerações, acompanhando a evolução e as migrações dos grupos humanos desde cerca de 200 mil anos no passado.
Este estudo traz revelações surpreendentes. Talvez a principal delas seria a consagração pela ciência da verdade que somos todos irmãos, independentes da crença, da cor da pele, do idioma e de outras pequenas diferenças que possamos ter.
A base deste trabalho científico são marcadores genéticos descobertos que são transferíveis imutáveis de geração a geração, por cromossomos diferentes para homens e mulheres.
Os pesquisadores percorreram o mundo todo recolhendo amostras de DNA de pessoas completamente diferentes e de locais distantes entre si.
Os marcadores genéticos foram retrocedendo até chegarem todos à uma determinada região da África, em um aglomerado de pessoas que não devia passar de 2000, compondo aí as raízes de todos os povos da atualidade, com o que os pesquisadores chamaram de “Adão Genético” e de Eva Genética”. As migrações, os locais e o tempo de realização de cada uma delas foi determinando lentamente a aquisição das características suplementares, como cor de pele e de cabelos, tamanho e estrutura óssea, por exemplo. 
O local escolhido como base geográfica do documentário foi o bairro de Queens, em Nova York, onde, segundo este estudo, há a maior diversidade populacional da atualidade. Foram reconhecidos 150 idiomas falados neste local. O término do documentário é a distribuição das pessoas pelos seus marcadores genéticos em um “mapa-múndi virtual” exibido sobre um grande gramado, cada uma com bandeiras coloridas representando sua colocação na árvore genealógica da humanidade.
Ao final todos se unem e mostra-se que não há diferenças reais entre os grupos. Por exemplo, que um homem negro é parente próximo de um grego e de outro europeu de olhos claros... Um muçulmano descobre-se parente de um judeu ortodoxo... As pessoas ficam deslumbradas. Todos se contemplam como se estivessem se olhando pela primeira vez. É realmente emocionante.
 É a confirmação, através de comprovação científica, de algo que as religiões vêm pregando há tantos anos.    
Também é importante ressaltar a união de várias áreas do conhecimento em um único projeto. Pode-se descobrir ali a genética, a história, a antropologia, a geografia, a biologia etc.
Este documentário, então, vale a pena ser visto, analisado para servir de base às discussões em todos os locais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ficção Científica

        Como é o tipo de leitura que se denomina Ficção Científica? Não é apenas aquela onde "homens verdes, com antenas" invadem a Terra... Este quadro ilustra um desconhecimento da real amplitude desta literatura. Há espaço também para estes seres, mas estas obras abrem os horizontes das histórias, dos romances onde outras realidades podem se apresentar, desde que fazendo parte de estruturas lógicas de pensamento.
        Na Ficção Científica, podem aparecer inúmeras luas iluminando os céus de planetas onde a gravidade, as cores, as formas e as relações das pessoas com estas coisas podem variar ao infinito.
        O autor não precisa ficar preso ao conjunto de regras que norteiam a vida cotidiana na Terra. Ele pode se aventurar, além das variações do espaço, nas configurações do tempo... Pode permitir-se voltar ao passado mais longínquo, quando a vida ainda não surgira no Sistema Solar, ou mesmo ainda nem havia a Estrela Sol...
        Aliás, nossa estrela é construída com "material reciclado" de uma, duas ou mais estrelas que existiram e explodiram antes dela...E eu, você, todos nós e quase tudo ao nosso redor vem também de estrelas super e hiper novas que morreram há muito, muito tempo. Meu corpo, as minhas mãos são feitas de átomos que foram criadas dentro de estrelas. Talvez nem da mesma estrela. Nós somos estrelas. Talvez venha daí nossa obrigação de brilhar.
        O autor de Ficção Científica pode também organizar uma história que se passe no futuro próximo ou distante. Pode criar seres voadores que morem em casas sem portas, só com altíssimas janelas...Ou um planeta onde as marés sejam em terra, com elevações periódicas de quilômetros.
         Pode imaginar famílias com três sexos ao invés de apenas dois...
         Pode criar um universo tão pequeno que comporte apenas um planeta e, se alguém se atrever a contorná-lo, verá que não há nada além de apenas um planeta e chegará ao lugar de onde partiu. (Outro conto de Asimov).
        Pode pensar em lugares tão luminosos onde não aparece a noite, com quatro ou mais estrelas se revezando no céu. Neste espaço de luz eterna de repente se faz um "eclipse coletivo", todas as estrelas se escondem e aparece a noite...Uma noite a cada dez mil anos...E a sociedade que habita estes espaços tem sua sociedade feita em ruínas quando cai a noite...(Maravilhosos - Conto e Livro-  O Cair da Noite, de Isaac Asimov).
         Pode criar artefatos raríssimos e com muito valor, como sinos feitos de material lunar, pedras porosas que cantam quando o ar passa por elas...(Livro Mistérios, também de Asimov).
        Em resumo, esta área da leitura comporta relações sociais, questões políticas, filosóficas, existenciais, etc, etc, etc....A relação é infinita, só que passadas em lugares e tempos diferentes. Talvez por estas razões eu tanto gosto de Ficção Científica...
       

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Jornada nas Estrelas -Série Clássica

    As Séries Jornada nas Estrelas apresentam e discutem situações do cotidiano, das Instituições Sociais e das relações entre pessoas, com abordagens onde a tecnologia e  as diversidades também constituem aspectos  importantes.
   Vejamos os diferentes tipos de personagens que  exercem a função de Capitão e a temática principal de cada uma  das séries analisadas.

     Na Série Clássica, filmada nos anos 60, onde a Guerra Fria era o enfoque político e os estereótipos muito fortes, bem como os preconceitos, o Capitão James Tiberius Kirk seria o "americano forte", herói de histórias em quadrinhos, com valores éticos e morais a serem transmitidos aos espectadores. A trama que permeia toda a série é o confronto (sempre antagônico) entre o sentimento, os valores humanísticos (nas figuras de  William Shatner -Kirk- e DeForest Kelley - McCoy) e a lógica (Leonard Nimoy - Spock).
     Há episódios onde se discute o preconceito e a hegemonia racial, como quando a nave U.S.S. Enterprise encontra uma raça com as pessoas divididas ao meio, metade branca e metade negra. Neste planeta se discute se aqueles com a metade direita do rosto branca é superior aos que têm esta parte do rosto negra. Isto é apresentado de modo a que se note como as diferenças físicas e a inferioridade de alguém nelas baseadas são ridículas.
    Também a tripulação da nave é bastante incomum para os padrões da época, com uma mulher negra em cargo de chefia (Nichelle Nichols -Tenente-Comandante Nyota Uhura), um oriental (George Takei  /Tenente-Comandante Sulu) e um russo (Walter Koenig  / Tenente-Comandante Pavel Andreivitch Chekov).

domingo, 20 de novembro de 2011

Série 2111


Série muito legal que mostrou hoje na tv. Apresenta temas da vida cotidiana nos próximos cem anos. Chama-se 2111, no Discovery Channel.  Hoje os temas foram cidades e vida urbana, inclusive com análise da evolução de diversas cidades, inclusive Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires. Vale conferir.

Novo Blog

Amigos Navegadores! Nasce agora um novo Blog que trata de temas ligados ao futuro e à ficção científica. Espero que estejamos juntos sempre nesta batalha galática... Tchau, até breve!